Como a humanidade classificou suas posições políticas ao longo de mais de 2.500 anos: da virtude da Polis na Grécia Antiga ao modelo linear da Revolução Francesa de 1789, o salto bidimensional de David Nolan (1969) e os modelos contemporâneos do século XXI.
Os filósofos clássicos classificavam os regimes pela quantidade de governantes e pela integridade moral do governo. Platão mapeou a degeneração das almas; Aristóteles criou a matriz de regimes puros e corrompidos; Políbio e Cícero desenharam a Constituição Mista Romana.
O pensamento medieval reconfigurou a política a partir da transcendência cristã. Santo Agostinho questionou a justiça dos impérios terrestres; São Tomás de Aquino sistematizou os quatro níveis da lei e postulou que leis tirânicas contra a Lei Natural não possuem validade moral.
Maquiavel separou a política da teologia moral; Hobbes, Locke e Rousseau fundaram as teorias do Contrato Social; Montesquieu criou a arquitetura dos Três Poderes que fundamenta as democracias constitucionais.
A divisão física entre os deputados partidários do rei (à direita) e os defensores da revolução (à esquerda) consolidou o espectro linear. No século XIX, Edmund Burke formulou o conservadorismo; Adam Smith e Stuart Mill o liberalismo clássico; Karl Marx o socialismo científico baseado na luta de classes.
Em 1969, David Nolan publicou seu artigo revolucionário substituindo a linha reta pelo diagrama em diamante. Ele demonstrou que indivíduos podem ser libertários (máxima liberdade em ambos), estatistas (controle em ambos), de esquerda (liberdade civil com controle econômico) ou de direita (liberdade econômica com disciplina moral).
No século XXI, o Political Compass popularizou o modelo cartesiano na web; o World Values Survey criou o mapa cultural de Inglehart-Welzel; o modelo GAL-TAN explicou os novos nacionalismos europeus; Jonathan Haidt decodificou a psicologia moral por trás do voto; e ferramentas modernas decomposeram o espectro em 8 ou 9 eixos independentes.